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10 dicas para investir no multiletramento

Na contemporaneidade, a escola precisa preparar os alunos para agir em uma sociedade com inúmeras ferramentas de comunicação. Mas como formar sujeitos capazes de ler criticamente essa multiplicidade de estímulos e, também, de assumir seus lugares de produtores desses materiais?


No último post, nós conversamos sobre letramento e combinamos de retomar a noção de multiletramento que se desenvolveu especialmente desde o início do século XXI.


Uma das principais estudiosas do assunto é a pesquisadora e professora da Unicamp Roxane Rojo, que tem divulgado o tema em entrevistas, livros e artigos. No livro Multiletramentos na escola, por exemplo – coletânea organizada por ela em conjunto com Eduardo Moura – Rojo comenta o conceito de multiletramento e sua diferença com relação à expressão “letramentos múltiplos”:


“Diferentemente do conceito de letramentos (múltiplos), que não faz senão apontar para a multiplicidade e variedade das práticas letradas, valorizadas ou não nas sociedades em geral, o conceito de multiletramentos — é bom enfatizar — aponta para dois tipos específicos e importantes de multiplicidade presentes em nossas sociedades, principalmente urbanas, na contemporaneidade: a multiplicidade cultural das populações e a multiplicidade semiótica de constituição dos textos por meio dos quais ela se informa e se comunica.”

Essa reflexão de Roxane Rojo aponta assim para duas possibilidades, interconectadas, de se pensar os multiletramentos.


O que queremos dizer, então, quando falamos da importância de se “investir” nos multiletramentos? Nós, da Mosaico, assim como vários pesquisadores, acreditamos que este é um caminho fundamental para que consigamos construir um mundo habitado por pessoas mais justas, um mundo com menos diferenças sociais, um mundo com sujeitos mais conscientes de suas responsabilidades e com um olhar crítico para os modos pelos quais se comunicam e fazem circular a informação.


Crianças e jovens, hoje, precisam ser letrados para o uso de novas ferramentas de produção de conteúdos: além de dominar o lápis e o papel, ou o teclado de um computador ou celular, é fundamental que aprendam a lidar com imagens estáticas e em movimento, conhecer estratégias de captura, tratamento e edição de imagem e de som, identificar os modos de divulgação e circulação de materiais, assim como as possibilidades de compartilhamento e recriação autoral.

Do mesmo modo, é preciso que os professores e familiares atuem de modo a auxiliar essas crianças e jovens no desenvolvimento de habilidades que lhes permitam ler criticamente os textos multimodais recebidos continuamente pelos diversos canais de comunicação que nos rodeiam. Apenas conhecendo as estratégias de construção de sentidos desses produtos culturais e delas se apropriando como ferramentas que possibilitem a inserção plena na sociedade essas pessoas estarão, de fato, multiletradas.


Mas, como a gente sabe que nenhuma mudança desse grau é fácil, nós fizemos uma lista com algumas dicas que podem te ajudar a transformar essa ideia de multiletramento numa prática pedagógica. Acompanhe com a gente!




E então, o que achou das nossas dicas? Elas podem abrir alguns caminhos para a mudança das práticas pedagógicas nas escolas, mas, se quiserem saber mais sobre o assunto, entrem em contato conosco para conhecer os cursos que oferecemos na área!

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