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Como é o aluno do século XXI?

Será que nós conhecemos os alunos de hoje e estamos preparados para lidar com as suas necessidades?


Todos nós percebemos que as formas pelas quais acessamos o conhecimento hoje são muito diferentes daquelas de alguns anos atrás. Mas, nas escolas, o modelo de educação tende a manter algumas práticas que se perpetuam desde o início do século XX, como se os nossos alunos não tivessem passado por mudanças fundamentais.


Estamos em 2019, o que significa que nossas escolas da educação básica e boa parte dos alunos das instituições de ensino superior já nasceram no século XXI e convivem, desde então, com as mais variadas formas de tecnologia e aquisição de conhecimento. Alguns pesquisadores chamam de “geração alpha” àqueles nascidos a partir de 2010, e já apontam diferenças entre estes e os nascidos entre os anos de 1995 e 2010, aos quais denominam “geração Z”.


Independentemente dessas classificações por gerações, em ambos os casos estamos diante de crianças e jovens para os quais muitas de nossas referências, adquiridas ao longo dos últimos 25 anos do século XX, não fazem o menor sentido. É assim que nos deparamos com alunos para os quais a única referência em enciclopédia é a Wikipedia ou que distinguem entre a velha e a nova geração de Youtubers.


Mas é muito mais que isso: Don Tapscott, no livro A hora da geração digital, destaca alguns aspectos que diferenciam uma geração que tem na tecnologia sua principal fonte de ligação com o mundo. Segundo o autor, eles não só fazem várias coisas simultaneamente, como interagem com múltiplas mídias, acham o e-mail um meio de comunicação ultrapassado e transitam entre o consumo e a produção de conteúdo sem qualquer dificuldade. Tapscott diz que até o modo como eles usam o celular é diferente, consistindo em “enviar mensagens de texto incessantemente, navegar na internet, achar endereços, tirar fotos, fazer vídeos e colaborar”.


O que isso nos diz sobre esses jovens? Que basta nos darmos conta da inserção das tecnologias em suas vidas e inclui-las também no contexto escolar? Será que isso é tudo o que precisamos saber sobre ele? Se fosse assim, não seria tão difícil entendermos porque as escolas continuam a ter dificuldades nos processos de ensino...


Por isso é importante pensarmos de forma mais aprofundada: o acesso às diferentes tecnologias não apenas nos possibilita “fazer coisas”, ele muda as formas pelas quais nos relacionamos com o mundo. Em um texto hoje já considerado “antigo”, publicado nos anos 1990, o filósofo francês Pierre Lévy falava sobre as “tecnologias da inteligência” e sobre os impactos que elas tinham em nosso “modo de pensar”. E é justamente isso o que está em jogo quando pensamos nas crianças e jovens do século XXI e na escola que precisamos criar para elas.


Algumas perguntas podem nos ajudar nisso:


  • Como pensam as crianças e os jovens do século XXI?

  • O que é importante em suas vidas?

  • Quais são os seus desejos e como eles se mobilizam para realizá-los?

  • Como eles se comportam diante das estruturas tradicionais e das novidades?


As pesquisas que veem sendo realizadas nos ajudam a identificar alguns elementos caracterizadores do perfil dessas gerações, e nós organizamos uma lista deles para te auxiliar a pensar nas mudanças necessárias em sua prática docente e também na estrutura de organização escolar que comanda ou na qual trabalha.

Vamos lá?


Pense um pouco no perfil desse aluno e nos diga: o que você acha que precisa mudar no modo como você leciona? E o que precisa mudar para que a escola realmente esteja voltada para ensinar a esse aluno?


Comente com a gente e, se precisar de ajuda, conte com um plano de serviços feito especificamente para você pela Equipe da Mosaico!


Até mais!

(65)99303-4892

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